|
|
Brief van Pater H. Vernooy msc
Juiz de Fora, 8 juli 2009
Beste
mensen,
Op zondagmorgen 5 juli, om half zeven, op het moment dat ik
naar mijn eerste mis zou gaan, wachtte mijn confrater Ronnie me op met het
bericht dat Pe. Xiko (Frans van Baars) overleden was.
Ik had het
wel verwacht maar toch niet zo snel.
De laatste tijd ging hij hard
achteruit, vooral de laatste drie weken.
Op
19 juni ging hij naar dit ziekenhuis met long problemen.
Uiteindelijk zijn het de ziekenhuisbacteriën geweest die
zijn hart tot stilstand brachten. Hij is om 2.00 uur in de vroege morgen in de
UTI van het hospitaal Santa Cruz, in Niterói, overleden.
Op de
zelfde dag en bijna op het zelfde uur als Sip Douma, zes jaar geleden.
Zijn lijdensweg begon in de Goede
Week met geheugenisstoringen. Onderzoeken wezen op een tumor in de hersenen en
een latere biopsy liet weten dat het om een zeer agressieve soort tumor ging.
De radiotherapie was niet afdoende en kon de voortgang niet
tegen houden. Pe. Xiko, (afkorting van Francisco) - zoals hij zich zelf graag
noemde - is 77 jaar geworden.
Toen de dokter hem vroeg, bij een van zijn eerste consulten,
of hij graag in Nederland behandeld zou willen worden, antwoordde hij: ‘Ik heb mijn familie en vaderland verlaten, geroepen door de Heer, om
Hem te dienen. en het Braziliaanse volk; hier wil ik leven en sterven.’ Zo was Xiko: Kort en krachtig en oprecht.
Op 7 september 2008 vierde hij nog
zijn 50-jarige priesterfeest in de parochie Santuario das Almas in aanwezigheid
van een groot aantal familieleden uit Nederland en Frankrijk overgekomen. In
deze parochie was hij sinds januari van het zelfde jaar werkzaam.
Dit jaar
zou hij op vakantie gaan, maar stelde dit nog even uit vanwege problemen met
zijn benen.
Afgelopen zondag, op dezelfde dag van zijn overlijden, hier
gewoonte, hebben we hem begraven op ons kerkhof in Juiz de Fora om vier uur in
de middag. Niet alle confraters konden aanwezig zijn, vanwege de zondag. Er
waren toch nog heel wat mensen aanwezig: de kapel was vol en velen stonden bij
het raam buiten: confraters, parochianen uit Niteroi en Muriae.
Pater
Fernando, de provinciaal, deed de dienst in de kapel.
Na de communie werd in het kort, herinnerd waar Frans zich altijd
ten dienste stelde in Brasil.
Hij kwam hier aan op 10 oktober 1960. Zijn eerste benoeming
was Niterói, in 1961. Daarna in Campos, Brasilia en Belo Horizonte. Gedurende
vier jaar was hij werkzaam in de opleiding als begeleider van de filosofen. Ook
in de parochies werkte hij al veel met Jongerengroepen, vooral in de parochie
van Niterói.
Daarna keerde hij terug naar de parochie en werkte in Niterói,
Redenção, in de staat Pará en 11 jaar in Muriaé, in Minas Gerais.
De laatste jaren besteedde hij naast zijn pastorale werk in
de parochie veel tijd aan bijeenkomsten met echtparen.
Op het kerkhof zegende Dom Dario, bisschop van Leopoldina,
het graf van Xiko naast Guusje van den Broek. Hij herinnerde ons er aan hoe Xiko
het bisdom gedurende bijna een jaar administratief leidde, totdat hij Dario, er
benoemd werd. Een kort woordje want en
zo eindigde hij: ‘... Ik zal het kort houden, Xiko hield niet van lange
toespraken.’
Que Deus te
recompense!
Adeus, Xiko
Herman
Vernooy msc
Uit een Braziliaanse nieuws-website van Muriae.
MORRE PADRE XIKO
Petrus Gerardus Hubertus Schreurs MSC
Morreu no Rio de Janeiro
neste final de semana, o padre holandês, Francisco Van Baars,
conhecido em Muriaé, onde foi pároco da Matriz São
Paulo por 12 anos, como Padre Xiko. Uma das principais personalidades
religiosas da região, com seu jeito sério e muito
inteligente, Padre Xiko, lutava contra o câncer que atingiu sua
cabeça.
O padre completou em Muriaé, em setembro do ano passado, 50 anos
de sacerdócio. Ele ainda esteve a frente da Diocese de
Leopoldina, no período de transição dos bispos,
Dom Célio de Oliveira e Dom Dario. O padre escrevia artigos para
jornais de Muriaé e lançou um livro sobre suas
crônicas. Atualmente estava morando em Niterói-RJ, no
Santuário das Almas. Aos familiares e amigos, meus sinceros
votos de pesar. LEIA MAIS…
Frans, Francisco, Chico, Xico, Xiko: veja a biografia do religioso…..
Nascido em Hengelo, Holanda no dia 5 de novembro de 1931, às
5h45 min.Oitavo filho de Maria Mulder e Henricus van Baars. Depois
nasceram mais dois filhos, completando o número de dez, sendo
só uma menina e nove homens. Sua infância foi
tranqüila até a morte da mãe em 1943, porque no
mesmo dia em que a mãe morreu caiu uma bomba no jardim da casa e
a casa ficou inabitável. Frans e seu irmão mais novo
foram para o interior, para a casa de um tio padre.O irmão
não agüentou e voltou para casa depois de alguns meses.
Frans ficou um ano e meio nessa casa. Teve que voltar para
começar estudar na escola de segundo grau, que lá no
interior não existia. Logo depois da guerra, ele foi, em
setembro de 1945, para o seminário que se encontrava na cidade
de Tilburg no sul da Holanda. Aí ele estudou o programa de
segundo grau. Em 1951, ele foi fazer o noviciado, que é um ano
de introdução na vida de religioso, na cidade de Berg em
Dal durante um ano. Depois estudou Filosofia em Brummen. Em 1954, ele
foi a Stein, onde estudou Teologia durante quatro anos. Em 1958, foi
ordenado padre. Fez mais dois anos de teologia, o ultimo ano foi na
cidade de Arnhem, para preparar-se para vir ao Brasil. Em fins de
setembro de 1960, ele embarcou no navio Charles Telliers que o trouxe
ao Brasil, aonde chegou no dia 10 de outubro. Ficou durante seis meses
em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, na paróquia dos padres
MSC. Em março de 1961, foi mandado para Niterói para
substituir o padre Roberto que estava doente e voltou para Holanda. A
partir deste tempo, ele se chama Francisco e não mais Frans.
Ficou em Niterói até 1964. Em março daquele ano,
foi transferido para Mimoso do Sul. Lá o povo tentou
chamá-lo de Chico ou Chiquinho, mas ele não aceitou,
porque o Governador do Espírito Santo se chamava de
Chiquinho… Em 1967,passando alguns meses em Morro do Côco,
Campos, ele foi transferido para Brasília. Mas, depois de alguns
meses, escreveu uma carta para o superior que lá ele não
podia ficar. A carta impressionou tanto o superior que ele veio de
avião (uma raridade naquele tempo) para Brasília. Voltou
para a região de Campos, em S.Francisco de Paula. Naquele ano, o
TFP fez uma campanha na cidade de Campos para expulsar os padres MSC da
região. O bispo pediu a igreja do Terço onde os padres
tinham sua moradia, de volta para a diocese. E assim ele foi
transferido para Contagem, na Cidade Industrial. Lá houve uma
oportunidade de fazer uma reciclagem total re-estudando durante um ano,
a teologia, sociologia, psicologia, antropologia, acompanhado de
psicanálise. Lá mudou o nome dele em Xiko, por causa de
Frei Carlos Mesters que fez uma brincadeira e ficou este nome Mas
escrito como o Frei fez, X I K O, com X e K.. Em 1972, foi transferido
para Niterói, onde no dia seguinte da sua chegada um grupo de
estudantes universitários pediu sua ajuda para assessoria do
grupo. Este trabalho foi tão importante que depois de um tempo
participaram mais de 500 estudantes de todas as universidades do Rio e
Niterói Em 1980, foi solicitado pela Congregação
dos MSC para dirigir o seminário de Filosofia em Campinas..
Ficou lá durante um ano quando a Congregação
resolveu de dividir a filosofia em três setores: sul em Curitiba,
centro em S.Paulo e o outro no Rio, mais tarde mudando o
seminário para Nova Iguaçu. Em Janeiro de 1985, foi
transferido para Alcântara em S.Gonçalo, onde ficou um ano
para voltar mais uma vez a Niterói em 1986. Em 1990, solicitou
à congregação para ser transferido para
Redenção no Sul de Pará onde ele foi no ano
seguinte. Ficou lá até 1996. Em janeiro de 1996, foi
transferido para Muriaé, para ficar seis anos. De fato ficou 12
anos, Em janeiro de 2008, vai para Niterói de novo, mas sem
prazo, como ele diz. Colaboração:
Lúcio Vargas.
Bron: http://www.muriae.info/noticias/
|
|